Policiais militares de Três Lagoas recuam no aquartelamento

Foto: divulgação - Apesar de a assembleia ser soberana, o grupo de militares do 3º BPM/MS não iram aquartelar.

Ficou decidido que os policiais militares do 3º Batalhão com sede em Três Lagoas(MS), não irão aquartelar durante o protesto contra o tratamento desigual por parte do governo do Estado. Conforme o Sargento PM Gislomar Elias da Silva, a decisão foi tomada durante assembleia geral realizada durante a última semana de agosto último e ficou decidido que outras unidades, cerca d e70% do efetivo poderão entrar no aquartelamento. Segundo o Sargento a luta salarial se intensificou após o governo estadual possibilitar aumento de salário com índices desiguais para policiais civis e militares. Enquanto os servidores da secretaria de segurança pública da polícia civil tiveram 7% de aumento para esse ano e já garantiu o mesmo percentual para o ano que vem, a Policia Militar  que pertence a mesma pasta,  teve apenas 2.94% mais um abono de R$200,00 para os servidores da pasta. A conclusão foi a de que dois filhos foram tratados de forma desiguais, ressaltou o sargento. Apesar de a assembleia ser soberana, o grupo de militares do 3º BPM/MS não iram aquartelar. Uma das questões que pesou bastante na decisão, foi o fato de uma organização criminosa que atua no estado tentar se aproveitar da situação para promover ataques e se fixar em Três Lagoas, já que completou 24 anos de fundação e diz que tomou conta do Brasil. Os indícios de movimentos na capital do bolsão sul mato-grossense foi identificado e o grupo de policiais militares não irá permitir ações que possam prejudicar a população da área do batalhão, porem estarão apoiando o movimento dos colegas de farda. Essas declarações estão em áudio de entrevista para a Jornalista Aurora Villalba e circula pelas redes sociais. Por outro lado a associação de Subtenentes e Sargentos não concordaram com o aquartelamento. Conforme apuramos junto a uma fonte, outro fator que predominou para a decisão do grupo de Três Lagos foram os membros da Associação de subtenentes e sargentos não concordarem com o aquartelamento com base no decreto Federal que diz que os servidores que atuam diretamente na área de segurança pública não podem entrar em greve. Isso porque desempenham atividade essencial à manutenção da ordem pública. Esse foi o entendimento do plenário do Supremo Tribunal Federal quando em outra decisão de pedidos ao STF. A maioria da Corte suprema decretou que é vedado aos policiais civis o exercício do direito de greve – como também a todos os servidores públicos que atuem diretamente na atividade-fim da segurança pública. Para esse grupo de militares a facção criminosa não oferece preocupação extraordinária pois trata criminosos de forma igualitária. Polícia Militar é defensora da lei e da ordem, criminoso não tem vez, será sempre combatido para o bem da sociedade. Porem as reivindicações continuam para ambos os grupos.

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